Homem é executado com mais de 10 tiros na cabeça após gravar vídeo com acusações
Um homem ainda não identificado oficialmente foi morto com extrema violência na madrugada deste sábado (27), no bairro Compensa III, zona Oeste de Manaus (AM), nas proximidades do Serviço de Pronto Atendimento Joventina Dias. O crime, marcado pela brutalidade, ganhou ainda mais repercussão após a circulação de um vídeo gravado pela vítima minutos antes da execução, no qual ele faz graves acusações contra integrantes da Rocam, unidade especializada da Polícia Militar do Amazonas.
Segundo informações iniciais, o homem teria afirmado no vídeo que policiais estariam envolvidos no desvio de drogas apreendidas. O conteúdo se espalhou rapidamente nas redes sociais e passou a ser analisado pela Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Amazonas. As autoridades trabalham com diferentes hipóteses, incluindo a possibilidade de que a vítima tenha sido coagida a fazer as declarações antes de ser morta, o que levanta dúvidas sobre a autenticidade do relato.
Até o momento, nenhuma das acusações foi confirmada oficialmente, e os policiais citados não se manifestaram publicamente.
A execução, no entanto, ocorreu de forma extremamente violenta. A vítima foi encontrada com as mãos amarradas para trás, o corpo envolto em plástico e já sem possibilidade de defesa. Ela foi atingida por mais de dez disparos na região da cabeça, em uma ação que, segundo a investigação inicial, pode ter ligação com disputas envolvendo facções criminosas.
Após o crime, imagens da execução teriam sido divulgadas pelos próprios autores nas redes sociais. Ao lado do corpo, também foi deixado um cartaz com mensagens atribuídas a um chamado “tribunal do crime”, prática associada a organizações criminosas que atuam na imposição de regras internas e na punição de supostos desafetos.
O texto deixado no local acusava a vítima de envolvimento com o tráfico de drogas e de suposta participação em atividades ligadas ao desvio de entorpecentes, além de citar a atuação de policiais militares. A mensagem trazia assinatura atribuída ao Comando Vermelho, facção que atua em diferentes regiões do país.
A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) abriu investigação para identificar os responsáveis pela execução e esclarecer a motivação do crime. Paralelamente, a Polícia Militar do Amazonas acompanha a apuração sobre o vídeo e suas circunstâncias.
Até o momento, não há informações sobre prisões. O caso segue em investigação.
